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Energia

Câmara dos Deputados debate crise hídrica no país e diversificação da matriz energética

17 junho 2021 - 15h49Por Priscila Carolina Dalagnol

As Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, discutiram em audiência pública a crise hídrica que afeta o país, assim como seus efeitos no abastecimento energético e a possibilidade de diversificação dessa oferta através de fontes renováveis.

O encontro aconteceu por videoconferência e teve entre as palestras a participação da diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Josiani Napolitano. 

“O Brasil passa por uma importante transição energética que provocará mudanças profundas nas formas de produção, distribuição e consumo de energia. A energia renovável está no centro dessa transição, especialmente com as fontes intermitentes e a geração distribuída”, analisou.

De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Paulo César Magalhães, em 2020 48% da matriz energética brasileira eram renováveis, com previsão de 49% para este ano. Enquanto na matriz elétrica o percentual chegou a 85% no ano passado. “Esses números são fruto de decisões tomadas no passado, desde as primeiras usinas hidrelétricas, passando pelo programa Proálcool, até chegar mais recentemente a incentivos à energia eólica e à fotovoltaica”, explicou.

Para evitar colapso nos sistemas e desabastecimento, os debatedores foram unânimes na defesa da diversificação e nas vantagens das energias renováveis, como a eólica, a solar e a biomassa, e as pequenas centrais hidrelétricas. Além da redução das tarifas, principal preocupação do consumidor brasileiro atualmente, já que a ANEEL anunciou aumento de 5% na conta de luz em 2022.

A Agência Nacional de Energia Elétrica também participou da reunião. “Aliado aos esforços do governo federal, a ANEEL está agindo em diversas frentes. Pelo lado da oferta de energia, estamos pedindo, via ofício, a antecipação da entrega de obras de transmissão e geração de energia. Pelo lado da demanda, estamos estruturando campanha nacional de comunicação para incentivar o uso racional da água e da energia elétrica. Além disso, preparamos medidas para incentivar o consumo industrial fora do horário de pico, isso tudo feito de forma voluntária, sem imposições à indústria”, disse o diretor-geral, André Pepitone.

Ainda de acordo com a ANEEL, o Sistema Interligado Nacional (SIN) viveu, entre o fim de 2020 e o início de 2021, o pior período de chuvas dos últimos 91 anos. No entanto, o sistema elétrico brasileiro ficou mais robusto nos últimos 10 anos, passando de 6,4 mil MW para 175,8 mil MW instalados.

O deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), um dos proponentes do debate, lembrou que além da diversificação, caberá ao Congresso avaliar a médio e longo prazos, incentivos a investimentos na área e também aspectos voltados à população, como a tarifa social. “É claro que ela não é a salvação para a geração de energia, mas é importante que o Brasil se torne referência no mundo em energias renováveis. Mas que a gente defina um futuro obviamente com limite. Eu realmente acho que ainda existe espaço para que a gente possa subsidiar esse setor”, opinou.

Com informações da Agência Brasil e da ANEEL.