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COVID-19

Pesquisadores estudam proteínas do Sars-CoV2 no laboratório Sirius

Ideia é criar medicamentos para inibir atividades do novo coronavírus

16 setembro 2020 - 11h41Por Martha Alves*

Pesquisadores estão utilizando desde o início de setembro o super laboratório Sirius, considerado o maior acelerador de partículas do Hemisfério Sul, localizado em Campinas (SP), para estudar cristais de proteínas do novo coronavírus.

Uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) analisa mais de 200 amostras de cristais de proteínas de Sars-Cov-2, buscando com o acelerador de partículas descobrir as estruturas moleculares fundamentais para o ciclo de vida do vírus.

Segundo o centro, o objetivo dos pesquisadores é conseguir compreender os mecanismos de ligação dessas proteínas a substâncias que podem inibir suas atividades, interferindo no ciclo de vida do vírus, o que possibilitaria a criação de novos medicamentos antivirais de ação direta.

“Para buscarmos ligantes que podem se conectar às proteínas do vírus, inibindo a sua atividade, precisamos de uma fonte de luz síncrotron. Neste sentido, o Sirius passa a ser um salto quântico para a comunidade de cristalografia brasileira”, disse o coordenador da pesquisa, o professor Glaucius Oliva.

Os dados coletados no Sirius possibilitam ainda aos pesquisadores identificar o posicionamento de cada átomo da proteína e assim verificar em quais pontos exatos ocorrem a ligação a outras substâncias.

Entre as proteínas estudadas pela USP, está a endoribonuclease viral NSP-15, que tem funções ainda não totalmente compreendidas pelos cientistas. A principal hipótese é que ela seja usada pelo novo coronavírus para driblar o sistema imune das células.

Os cientistas também estão estudando as proteínas NSP-3 e NSP-5, ambas com importante papel na replicação e transcrição do material genético do vírus.

*Com informações da Agência Brasil