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Covid-19

Prefeito de Londrina confirma que este é o pior momento da pandemia

Informação foi anunciada através de uma live; saúde deve passar por um processo de reestruturação para enfrentamento do vírus

08 junho 2021 - 12h40Por Bruna Silva

Prefeito em live com o secretário de Saúde

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), confirmou em sua live semanal, no último domingo (6), que a cidade, assim como o Estado, está passando pelo pior momento da pandemia da Covid-19. Uma reestruturação do sistema de saúde foi anunciada para enfrentar o período pandêmico.

Acompanhado pelo secretário de saúde do município, Carlos Machado, o prefeito pediu para que os moradores tenham cuidado ao sair de casa e só saiam em casos essenciais. “Estamos passando pelo pior momento da pandemia. É muito triste o que estamos vivendo, pois enquanto os profissionais da saúde choram de desespero, pelo que eles estão vivenciando, tem uma parcela da população que está fazendo festas, aglomerações, como se nada estivesse acontecendo”, afirmou.

Segundo a gestão, os hospitais privados e públicos estão lotados e não têm mais vagas para atender a alta demanda. Conforme dados municipais, durante o fim de semana mais de 50 pacientes estavam na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) aguardando vagas em hospitais, e aproximadamente 150 somente na região de Londrina. Apesar do cenário agravado, no mesmo período, a Guarda Municipal realizou intervenção em uma festa com 200 pessoas.

Desde o início da pandemia, Londrina ampliou a capacidade de atendimento hospitalar em 350 leitos. Conforme relato de Belinati, a cidade sofre ainda com a solicitação de leitos de diversas localidades do país. Mas, devido a alta nos casos, a cidade não tem capacidade de atender às solicitações e não há profissionais de saúde para contratar. Entretanto, o município realiza tratativas junto a Associação Médica de Londrina para trazer médicos com experiência em síndromes respiratórias, com o objetivo de equipar as Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento.

Para enfrentar o cenário desafiador, a secretaria de Saúde está reestruturando o sistema e ampliando para o nove o número de Unidades Básicas de Saúde aptas para atender exclusivamente pacientes com sintomas gripais, a partir desta semana. Uma parceria com o Estado deve ainda viabilizar a liberação de 40 leitos, sendo 30 no Hospital da Zona Norte e dez no da Zona Sul.